Vamos falar de compaixão

tumblr_m1mnc8vPka1rnchxso1_500“Imagine passar sua vida inteira em um pequeno quarto com apenas uma janela fechada e tão suja que mal deixe passar a luz. Você provavelmente acharia que o mundo é um lugar bastante obscuro e sombrio, repleto de criaturas de formas estranhas que lançam sombras aterrorizantes no vidro sujo quando passam pelo seu quarto. Mas imagine que um dia você derrame um pouco de água na janela, ou um pouco de chuva escorra pelo vidro depois de uma tempestade e use um trapo ou a manga de sua camisa para enxugar a água. Ao fazer isso, parte da sujeira acumulada no vidro é limpa. Subitamente, um pequeno feixe de luz atravessa o vidro. Curioso, você pode limpar um pouco mais e, à medida que mais sujeira é limpa, mais luz entra no quarto. “Talvez”, você pensa, “o mundo não seja tão escuro e assustador. Talvez seja o vidro”. Você vai até a pia e pega mais água (e talvez mais alguns trapos) e esfrega até que toda a superfície da janela fique livre da sujeira. A luz entra em todo o seu resplendor e você percebe, talvez pela primeira vez, que todas aquelas sombras de formas estranhas que costumavam assustá-lo a cada vez que passavam eram pessoas — exatamente como você! E, das profundezas de sua consciência, surge o desejo instintivo de formar um vínculo social — sair para a rua e estar com essas pessoas. Na verdade, você não mudou absolutamente nada. O mundo, a luz e as pessoas sempre estiveram lá. Você só não conseguia vê-los porque sua visão estava obscurecida. Mas agora você vê tudo, e que enorme diferença isso faz!

É isso que, na tradição budista, chamamos de despertar da compaixão, o despertar de uma capacidade inata de identificar-se com e compreender a experiência dos outros.

A compaixão, em termos tibetanos, é um  sentimento espontâneo de vínculo com todos os seres vivos. O que você sente eu  sinto; o que eu sinto você sente. Não há nenhuma diferença entre nós.

A compaixão é essencialmente o reconhecimento de que todos e tudo são um reflexo de todas as outras pessoas e todas as outras coisas. E com uma simples mudança de perspectiva, você pode não apenas alterar a própria experiência, mas também mudar o mundo.

A única razão pela qual não abrimos nossos corações e mentes para outras pessoas é que eles provocam confusão em nós, e não nos sentimos corajosos o suficiente ou sãos o suficiente para lidar com eles. Na medida em que nós olhamos com clareza e compaixão para nós mesmos, nos sentimos confiantes e destemidos ao olhar nos olhos de outra pessoa.” – texto extraído da pagina http://www.budavirtual.com.br/o-primeiro-estagio-da-compaixao-e-a-empatia/

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E você? Como verdadeiramente se enxerga? Qual sentimento habita o teu ser? O apóstolo Pedro em Atos 3:6 diz “não tenho ouro nem prata mas o que tenho te dou…”. Compaixão é muito mais sentimento que matéria. Compaixão é o ato de desprender-se, enxergar no outro o amor contido em nós e soltar, deixar fluir sem comparações, cobranças ou preconceitos. Compaixão é contentamento e para chegar nesse degrau é necessário passar primeiro pelo degrau do auto amor, mas isso é assunto pra outra leitura.

Pense nisso! Namastê.

(maria ramos)

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